SINTERO, CNTE e sindicatos nacionais de educação se manifestam contra ofensiva ao fundo do Pré-Sal
Senado analisa uso de Fundo Social para financiar dívidas do agronegócio
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O Senado federal deve votar nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei 5.122/2023, que autoriza a utilização dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar e renegociar dívidas do agronegócio. A proposta foi recebida com críticas dos movimentos sociais, especialmente dos setores ligados à educação, por abrir caminho para que um patrimônio do povo brasileiro seja direcionado a um setor que já concentra grande quantidade de crédito e incentivos públicos.
Criado para garantir investimentos permanentes em áreas estratégicas do desenvolvimento social como educação, saúde, habitação, ciência e tecnologia, o Fundo Social do Pré-Sal tem a missão de transformar uma riqueza limitada em benefícios duradouros para os brasileiros. Criado para garantir investimentos permanentes em áreas como educação, saúde, habitação, ciência e tecnologia, o Fundo Social do Pré-Sal nasceu com a missão de transformar uma riqueza finita em benefícios duradouros para a população.
O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO) manifesta total discordância em relação à proposta e alerta para os riscos que a medida representa para a educação pública brasileira.
Para a entidade, retirar recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar dívidas do agronegócio significa enfraquecer uma importante fonte de financiamento de políticas educacionais, comprometendo investimentos em infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação, ampliação do acesso ao ensino e melhoria da qualidade da educação pública.
O SINTERO avalia que a medida representa uma inversão de prioridades ao transferir recursos que deveriam beneficiar milhões de estudantes brasileiros para atender interesses de um setor econômico já amplamente beneficiado por linhas de crédito, subsídios e programas de renegociação de dívidas.
A destinação de recursos do pré-sal para o refinanciamento de dívidas rurais pode reduzir a capacidade de subsídio a programas sociais. Entre as preocupações está o impacto sobre iniciativas habitacionais e outras políticas públicas que atualmente dependem do Fundo Social.
O sindicato defende que as riquezas provenientes do pré-sal permaneçam vinculadas às áreas sociais, especialmente à educação, que enfrenta desafios históricos relacionados à garantia de condições adequadas de ensino e aprendizagem.