A morte da professora Juliana Santiago, ocorrida em 6 de fevereiro, dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), após ter sido atacada por um aluno, é um grito de alerta que ecoa por toda a educação brasileira. Uma mulher, uma educadora, uma trabalhadora teve sua vida interrompida enquanto cumpria sua missão de ensinar, algo que jamais deveria representar risco.
Não é um caso isolado. A violência atravessa os muros das escolas, das faculdades e das salas de aula, e encontra profissionais da educação cada vez mais expostos, fragilizados e desprotegidos. Trabalhadoras e trabalhadores seguem exercendo suas funções sem garantias mínimas de segurança, sem políticas públicas eficazes, sem estruturas de cuidado, enquanto a vida de quem educa é colocada em risco diariamente.
Quantas Julianas ainda serão necessárias para que algo mude? Quantas vidas mais precisarão ser interrompidas para que a dignidade do trabalho na educação seja, de fato, tratada como prioridade?
O SINTERO se soma à dor da família, dos amigos, dos colegas e de toda a comunidade educacional. Mas também se soma à indignação. Não aceitaremos o silêncio, a omissão e a normalização da violência. Exigimos ações concretas, imediatas e estruturais do poder público e das instituições de ensino para proteger quem educa.
Juliana não deve ser apenas lembrada. Sua morte precisa se transformar em compromisso, em política pública, em mudança real. Defender a vida de profissionais da educação é defender o futuro.
Fonte: Secretaria de Imprensa e Divulgação - SID