Voltar 13 de Fevereiro de 2026

SINTERO denuncia avanço do feminicídio em Rondônia e cobra ações urgentes do Estado

Sindicato exige medidas imediatas diante do aumento de feminicídios em Rondônia

Arte: Jacson Pessoa

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO) encaminhou um ofício às autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, à Assembleia Legislativa, às Câmaras Municipais, ao Ministério Público, à Defensoria Pública, ao Tribunal de Justiça e demais órgãos e instituições responsáveis pela formulação, execução e fiscalização de políticas públicas, exigindo providências urgentes diante do avanço dos casos de feminicídio no estado.

O sindicato alerta para um cenário alarmante: em 2025, Rondônia registrou 25 casos oficiais de feminicídio, ocupando a 3ª maior taxa proporcional do país. Cada número representa uma vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade que falha em proteger suas mulheres.

O SINTERO reforça que o feminicídio é a forma mais extrema de violência de gênero e que, mesmo sendo tipificado como crime grave desde 2015, as mulheres continuam vulneráveis e desprotegidas. O caso da professora Juliana Santiago, assassinada dentro de uma sala de aula, evidencia a gravidade dos crimes de violência contra a mulher e a fragilidade das políticas de proteção escolar, prevenção à violência, à saúde mental e a ausência de protocolos eficazes de proteção em instituições públicas.

Diante desse contexto, o ofício do SINTERO exige providências urgentes e eficazes, incluindo, mas não se limitando a:

  • Fortalecimento imediato da rede de proteção às mulheres, com ampliação de abrigos, atendimento psicológico, assistência jurídica e acolhimento especializado;
  • Implementação de políticas públicas permanentes e intersetoriais de prevenção à violência de gênero, com educação em direitos humanos, formação antirracista e de gênero para servidores públicos e campanhas educativas amplas;
  • Protocolos claros e eficazes de segurança em espaços públicos, especialmente nas escolas e instituições de ensino, garantindo ambientes seguros e livres de violência;
  • Responsabilização dos órgãos públicos pela omissão e negligência no enfrentamento à violência contra a mulher, com mecanismos de monitoramento e avaliação contínuos;
  • Transparência e atualização permanente de dados oficiais, com publicização periódica de indicadores de violência contra mulheres e planos emergenciais de enfrentamento ao feminicídio.

O SINTERO conclama o Estado: “A vida das mulheres importa. O silêncio mata. A omissão também. Rondônia não pode continuar enterrando suas mulheres.”

Fonte: Secretaria de Imprensa e Divulgação - SID


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